Bia Haddad Maia prestigia SP Open e revela torcida para final
Estrela do tênis brasileiro assiste a finais no Parque Villa-Lobos e ressalta importância do evento para tenistas sul-americanas.

O SP Open recebeu uma convidada muito especial em seu dia de finais. A ex-top 10 do ranking mundial Beatriz Haddad Maia marcou presença no Parque Villa-Lobos neste domingo, 20 de setembro.
“Queria agradecer a oportunidade de estar aqui, é muito especial. Estou conseguindo ver as meninas aquecerem para o jogo, vou passar o dia aqui”, disse Bia ao Sportv.
Em uma pausa para cuidar de sua saúde mental e física, com uma cirurgia marcada no ombro esquerdo para 5 de outubro, Bia tem feito outras atividades, como cerâmica, pilates e aulas de dança.
“Vou ter um processo longo de evolução, de paciência, então a cerâmica vai me ajudar a não ficar tão ansiosa”, contou.
O que deixou Bia tensa nesta semana foi acompanhar pela televisão as partidas de suas conterrâneas e amigas, como Carol Alves e Gabriela Cé.
“A gente precisa valorizar. São muito guerreiras. Se a gente olhar nossa geração, quantas meninas na nossa idade puderam jogar um 250? Elas também são referência e inspiração pra gente, sou muito amiga delas também”, ressaltou.
A semifinalista de Roland Garros em 2023 destacou a importância do SP Open para o desenvolvimento do tênis feminino no Brasil.
“Eu vejo agora como essa semana impacta, com empresas se envolvendo com o tênis, apoiando as meninas juvenis, que estão crescendo e se inspirando na Lu [Stefani], na Carol, na Ingrid [Martins], na Gabi, todas elas que representam e fazem o melhor delas. Muitas vezes temos só uma chance de jogar em casa. Então, quanto mais torneios a gente tiver, maior vai ser essa potência que estamos virando.”
Bia também revelou sua torcida para a final entre a argentina Nadia Podoroska e a espanhola Kaitlin Quevedo.
“A Nadia é uma grande amiga minha. A gente ganhou um torneio juntas em 2017. Éramos bem novinhas. Foi uma semana especial, na América do Sul, em Bogotá. Mais uma vez, torneios na América do Sul fazem a diferença. A gente já dividiu muito quarto, fisioterapeuta, em torneios pequenos, nos ajudamos. Uma vez jogamos na Austrália um torneio de 25.000 de premiação, numa ilha, e ela me ensinou a encordoar raquete. É muita história juntas. Vamos ver o que vai rolar”, concluiu.