Luisa Stefani e Gabriela Dabrowski estreiam com vitória no SP Open
Segunda melhor dupla da temporada passa por brasileiras Rebeca Pereira e Marjorie Souza
Luisa Stefani continua invicta no SP Open. Campeã da primeira edição nas duplas, a brasileira venceu pela estreia em 2026, desta vez ao lado da canadense Gabriela Dabrowski. Elas superaram as brasileiras Rebeca Pereira e Marjorie Souza por 6/0 e 6/1 nesta quinta-feira, 17 de setembro.
Em grande fase, Luisa e Dabrowski são a segunda melhor dupla da temporada. Elas ganharam três títulos neste ano (Dubai, Estrasburgo e Eastbourne) e foram às semifinais de todos os Grand Slams, incluindo um vice-campeonato em Wimbledon.
Em 2025, Luisa levantou o troféu com a húngara Timea Babos. A brasileira chega à segunda edição com o melhor ranking de sua carreira após o US Open, a terceira colocação.
Luisa e Dabrowski esperam nas quartas de final as vencedoras do confronto entre Julia Riera e Solana Sierra, da Argentina, e a espanhola Kaitlin Quevedo com a tcheca Dominika Salkova.
“Ótimo jogo da nossa parte, bom pra sentir as condições hoje. Estava mais friozinho, a bola não estava voando tanto quanto nos dias de treino. É muito mais do que o resultado, foi bom compartilhar a quadra com as meninas”, disse Luisa.
“A Rebeca eu conheço há muitos anos, está representando o Brasil mundo afora há muito tempo. A Marjorie sei que veio do universitário e está fazendo a transição para o profissional, tendo bons resultados. Elas sabem que torço muito por elas e por todas as brasileiras. É lindo esse momento que estamos tendo para o SP Open”, acrescentou.
Luisa destacou a importância do SP Open para o desenvolvimento dos novos talentos do tênis feminino no país.
“Trazendo um torneio desse porte, você acaba dando visibilidade para as meninas aprenderem e entenderem. Quando eu era jovem, jogar um WTA foi importante para sentir a diferença de intensidade, mas também ver que não é um bicho de sete cabeças”, comentou.
O SP Open também é uma chance de Dabrowski conhecer melhor o local de origem de sua parceira. Seu único torneio anterior no país foram as Olimpíadas do Rio, há 10 anos.
“Eu não consegui ver muita coisa daquela vez, então é muito bom jogar com uma brasileira no Brasil. É muito empolgante e ótimo para a comunidade aqui”, declarou a canadense.