A ASSINATURA DE ARA VARTANIAN

Antes de transformar pedras preciosas em joias, Ara Vartanian percorreu um caminho pouco convencional para um dos nomes mais reconhecidos da joalheria brasileira. Nascido em Beirute, no Líbano, em uma família de origem armênia, chegou ao Brasil com apenas um ano e cresceu cercado por gemas: o pai tornou-se um importante fornecedor de diamantes e pedras preciosas no país, enquanto a mãe desenhava joias. Ainda assim, Ara seguiu inicialmente outra direção. Formou-se em Economia pela Universidade de Boston e trabalhou por quatro anos em Nova York como trader.

A mudança aconteceu na volta ao Brasil. Em 2000, Ara passou a trabalhar na empresa do pai e mergulhou no universo das pedras que conhecia desde a infância. Dois anos depois, começou a assinar suas próprias criações e, em 2005, abriu o ateliê da marca. Aos poucos, desenvolveu uma linguagem particular, marcada por maneiras pouco convencionais de trabalhar e posicionar as gemas, pelo interesse em explorar diferentes ângulos de uma mesma peça e pela combinação entre originalidade e conforto.

O encontro com o SP Open levou essa criatividade a uma escala diferente. Em 2025, Ara assinou o troféu criado especialmente para o torneio, seu primeiro projeto do gênero. A inspiração veio de São Paulo e de um de seus símbolos: o Marco Zero, na Praça da Sé. Vista de cima, a peça remete à rosa dos ventos do monumento; de perfil, a esfera dourada sugere uma bola de tênis atravessando a rede. Jatobá, latão, alumínio, aço inoxidável e fios reais de raquete se encontram em uma construção que combina trabalho artesanal e tecnologia, com processos como modelagem digital, impressão 3D e fundição em areia. Mais do que premiar as campeãs, o troféu foi pensado para carregar elementos da cidade que recebe o torneio.

Troféu do SP Open visto de cima na quadra, inspirado no Marco Zero
Campeã ergue o troféu assinado por Ara Vartanian

Em 2026, essa relação entre Ara Vartanian e o SP Open ganha um novo capítulo — e volta à escala da joalheria. Para a segunda edição do torneio, o joalheiro criou um colar de edição limitada inspirado em uma fração de segundo do jogo: o instante exato em que a bola toca a rede. O desenho congela esse momento em ouro e diamante, com a bola encontrando a trama da rede e uma pedra marcando seu centro, disponível nas versões white, brown ou black. A criação retoma, sob uma nova perspectiva, a imagem que já aparecia no troféu, no qual uma esfera dourada parece atravessar a rede. É também a continuidade de uma aproximação com o universo do tênis que, segundo Ara, começou com o convite para desenhar o troféu e já havia rendido uma interpretação da icônica tennis bracelet. Agora, o colar transforma o movimento da quadra em joia — e deixa aberta a provocação sobre qual poderá ser a próxima criação dessa parceria.

Colar de edição limitada Ara Vartanian para o SP Open 2026